Shawn Mendes e Camila Cabello estapam a capa da V Magazine

Notícia publicada por Equipe Conexão Shawn Mendes em Destaque

Shawn Mendes e Camila Cabello não param! Depois de terem se unido para lançar o single “Señorita”, agora estão estampando a capa (e recheio) da V Magazine. Para a revista, os cantores entrevistaram um ao outro. Em um bate papo extrovertido, falaram um pouco sobre fama, amadurecimento, medos e revelam que seus empresários surtaram ao saber que ambos tinham uma nova parceria em mente. Confira a tradução completa:

CC: É, exatamente. Como você avalia o sucesso de um novo single ou álbum fora dos charts e números?

SM: Pessoas na rua. Tipo, só as pessoas. E na vida, sem nada a ver com a internet. Se você está andando na rua e alguém diz “Eu amo sua música nova,” isso é uma coisa. Porque eu acho que qualquer um pode dizer coisas facilmente na internet. Mas alguém que diz pessoalmente é porque realmente ama aquilo.

CC: Eu gosto muito quando eu vejo criancinhas cantando. Quando um fã manda tipo “Olha meu irmãozinho cantando.

SM: Sim, isso significa que está fazendo a diferença.

CC: Eu acho isso muito legal.

SM: Então, “Señorita.” Eu tive que falar em Espanhol ontem. Foi insano.

CC: Wow, eu não ouvi ainda.

SM: Eu não ouvi também.

CC: Faz agora.

SM: Não.

CC: Só um verso.

SM: Não, eu não consigo lembrar nenhum verso.

CC: Ok, alguns detalhes engraçados sobre a música. A música está em criação há oito meses.

SM: Demorou 10 meses para eu convencer a Camila a cantar essa música comigo.

CC: Isso é verdade. Meus fãs absolutamente vão me odiar agora.

SM: Ah, eles deveriam.

CC: Eles vão dizer tipo “Ela é idiota.” Honestamente, demora o tempo certo para as coisas acontecerem, eu acho. Sabe?

SM: Sim, 100 por cento. Nós fizemos uma música antes…

CC: Nós queríamos fazer uma música chamada “I Know What You Did Last Winter” e “I Know What We Did Last Fall“.

SM: E nossos managers ficaram tipo—

CC: Eles disseram “Não,” e nós “O que?!” Nós quase demitimos eles. Nós ficamos tipo “O que vocês querem dizer? Como isso não é uma boa ideia?

SM: E a “Last Fall” foi uma ideia muito legal.

CC: Foi muito legal. E aí nós fizemos a versão de inverno que era tipo a versão Game of Thrones.

SM: Sim, Natal Game of Thrones.

CC: Sim, e aí nós fizemos da primavera, que era tipo flores.

SM: Sim, mas nenhuma dessas funcionou. Mas “Señorita” ficou boa. Eu acho que essa é provavelmente a maior antecipação que eu já tive para lançar uma música. Além de “I Know What You Did Last Summer.”

CC: Eu sei, eu também. É doido porque ninguém sabe que isso está acontecendo. O que tem sido muito, muito legal, pois nós conseguimos guardar segredo.

SM: Literalmente ninguém tem ideia. As pessoas provavelmente nem pensam que nós estamos no mesmo lugar do mundo.

CC: Nós estamos olhando o vídeo de “I Know What You Did Last Summer” e nós estávamos a 9 metros de distância.

SM: Mas agora esse vídeo é basicamente o completo oposto. Nós crescemos um pouco.

CC: Sim, eu acho que nós definitivamente amadurecemos. Eu acho que quando nós tínhamos aquela idade nós não sabíamos o que estava acontecendo. Nós só estávamos passando pelas coisas.

SM: Eu não sabia o que estava acontecendo o tempo todo.

CC: E agora eu sinto que vou lembrar desse momento, ao contrário—

SM: Daquela época. Eu acho que nós só estávamos fazendo o que estava bem na nossa frente. Agora nós ficamos tipo “Ok, isso é desconfortável. Vamos fazer tal coisa por causa de tal coisa. Vamos nos forçar porque é difícil. Vamos nos forçar porque é desconfortável. E isso está sendo ótimo.

CC: Quais são seus planos pessoais para os próximos 5 anos? Como você acha que amadureceu como pessoa nos últimos 5 anos?

SM: Eu acho que todas as coisas que eu achava que eram importantes estavam erradas. Tipo três anos atrás. As coisas com as quais eu me preocupava, as coisas as quais eu esperava que as pessoas gostassem, e só estresse desnecessário e ansiedade com coisas que eu não precisava me preocupar… Eu ficava muito nervoso com tudo.

CC: Eu sei, eu costumava ficar muito nervosa e meio que sofrer até durante as coisas boas até que eu pensei, “Então quando que eu vou aproveitar a minha vida?

SM: Você vai cantar no Grammy— bem, não o Grammy, mas você vai cantar em algum lugar e é tipo—

CC: Na verdade, aquela foi a primeira vez que eu curti o Grammy.

SM: Eu também, eu amei.

CC: E eu pensei, quer saber? Se isso é o que você vai fazer 90 por cento do seu tempo, qual é o sentido de estar miserável?

SM: 100 por cento. Então qual é o sentido?

CC: Então só não faça isso.

SM: Eu era literalmente assim. Eu sinto que naquela época nós éramos tipo “Ai meu Deus, eu tenho que cantar de manhã.

CC: E aí eu percebi, qual é o sentido? Eu percebi que as opiniões das pessoas não importam tanto assim para mim. Elas não importam tanto quanto minha experiência.

SM: Exatamente.

CC: Foi uma coisa muito grande para mim. Eu ficava “Ok, eu estou muito nervosa para essa entrevista ou essa sessão porque eu me importo com o que as pessoas que eu nem conheço pensam.” Qual é o sentido? Eu nem as conheço.

SM: Eu começava a cantar e a pensar sobre o que as pessoas estavam pensando sobre mim; eu nem estava pensando sobre cantar. Eu ficava literalmente só pensando no que as pessoas estavam pensando sobre mim, e só agindo mecanicamente?

CC: Amor próprio é ser tipo “Eu só me importo com a experiência que eu estou tendo, não com o que outra pessoa pensa de mim.

SM: 100 por cento. Especialmente quando você é jovem. Esse é o momento no qual eu deveria estar me divertindo, e não me estressando.

CC: Com certeza. Ok, última pergunta. O que é algo que você gostaria de fazer, que não tem a ver com música, na sua carreira?

SM: Eu quero abrir uma cafeteria. É muito simples, mas—

CC: Legal. Eu quero ter um podcast. Eu amaria fazer um podcast.

SM: Ok, eu também! Eu acho que seria incrível.

CC: Eu amo podcasts. Eu nunca achei que iria querer fazer isso.

SM: Sobre o que você falaria?

CC: Eu entrevistaria pessoas tipo assim e só perguntar coisas não relacionadas.

SM: Nada a ver com música.

CC: Ou as perguntas que ninguém pergunta. Como “Qual é o seu maior medo? O que te faz chorar?” A parte humana que você nunca vê.

SM:The Human,” tem que ser o nome.

CC:The Human Experience.

SM: É, algo assim.

CC: Esse não é o nome do álbum do John Bellion?

SM: É o nome mas você deveria—

CC: Eu amo isso, porque eu realmente… Quanto mais eu cresço, eu penso que você só vê a superfície do que todos estão passando. E isso te faz sentir muito mais conectada.

SM: Qual é o seu maior medo?

CC: Meu?

SM: É.

CC: Eu acho que o meu maior medo a maioria do tempo é cometer erros. Eu tenho que trabalhar nisso. Eu sinto que sempre estou com medo de fazer a decisão errada. E então eu fico paralisada. Então eu acho que eu deveria confiar mais.

SM: Nós temos que confiar, mesmo se for a decisão errada, ela é a certa porque te ensina a não fazer isso de novo, o que é o único jeito.